Voltando ao assunto...  escrito em quarta 14 outubro 2009 22:44

Amigos, depois de uma parada estratégica estamos voltando a postar artigos neste blog. Andei bastante ocupado tentando tranquilizar clientes com respeito a crise, e, ainda bem que voltamos a normalidade e agora tenho tempo para voltar a escrever artigos no blog.

Dentro em breve trocaremos mais idéias sobre o mercado financeiro e as questões que afligem investidores e tomadores de crédito.

permalink

Mundo Financeiro  escrito em domingo 21 dezembro 2008 22:41

Ao criar este Blog, o meu interesse foi o de compartilhar com os internautas toda minha experiência de 27 anos de mercado financeiro. Gosto de poder tirar dúvidas das pessoas com tudo relacionado a bancos, até porque quanto mais ensinamos mais aprendemos. Seja a respeito de investimentos, operações bancárias, cheque especial, procedimentos bancários, ou qualquer outro assunto relacionados a instituições financeiras, deixe a sua pergunta no comentário que terei o maior prazer em respondê-la, e se não souber de "bate-pronto", vou pesquisar para atendê-los.

Seu Consultor Virtual: Roberto

permalink

Primeiro passo para enfrentar crises financeiras  escrito em domingo 21 dezembro 2008 22:33

Em tempos de crise é muito comum ouvirmos que: "a empresa X demitirá tantos funcionários", ou que "os brindes de final de ano da empresa Y foram cancelados", e sabe porque isto acontece?, acontece porque a maneira mais rápida de se preparar para enfrentar a crise é reduzindo despesas. Há aqueles que ficam temerosos com empresas que anunciam demissões ou divulgam cortes de despesas, quando na verdade deveriam ficar satisfeitos com a gestão das mesmas; é muito comum notarmos que após o anúncio de demissões em massa ou reduções significativas de gastos, as ações destas empresas sobem na bolsa, isto porque os agentes do mercado reconhecem que o gestor desta empresa está tomando providências para proteger seus acionistas.

Agora, traduzindo tudo isto em economia doméstica, não deve ser em nada diferente do que se faz em uma empresa, a atuação que os indivíduos devem ter com relação a sua vida financeira. Infelizmente, nestes momentos de crise é muito comum que saibamos de casos muito próximos a nós, isto quando não atinge a nós mesmos, a situação do desemprego. Quando este momento chega, é preciso estar muito bem preparado para lidar com o tempo de realocação. Tudo bem que se o funcionário possui as benesses da CLT como o FGTS e o seguro-desemprego, esta situação é amenizada, porém, se este mesmo indivíduo conseguiu fazer uma poupança ao longo dos anos trabalhados fica até psicologicamente mais fácil encontrar esta realocação em um espaço de tempo mais curto.

Aí você me pergunta:"como juntar dinheiro numa situação como esta? Em primeiro lugar é necessário que haja interesse em fazer um planejamento financeiro familiar, (vale salientar que esta opção se aplica melhor a quem tem renda familiar média de R$ 500,00 por pessoa, porque é sabido que com menos do que isso não tem planejamento que ajude).

Primeiro passo: Colocar as despesas na ponta do lápis.

Cria-se uma coluna com Despesas Fixas Mensais: Aluguel, condomínio, plano de saúde, IPTU, conta de energia, de água, de telefone (separar o convencional do celular), custos com juros (se houver), escolas, combustível, etc... No lado oposto uma coluna, que infelizmente é sempre menor na maioria dos casos Recebimentos Mensais, se já no primeiro mês as receitas forem maiores que as despesas você também pode criar a coluna Despesas Eventuais, caso contrário espere para que este fato aconteça para criá-la.

Desta forma, você terá na palma de sua mão toda a sua vida financeira e saberá se pode sair no final de semana para jantar, ou se é melhor sacrificar-se, jantando na varanda ou no terraço de sua própria casa (continuará sendo fora de casa mas com despesa muito menor).

A medida em que sabemos onde estamos gastando, temos o poder de descobrir por que termina faltando o principal, aquilo que não pode ser economizado e que termina nos empurrando para o cartão de crédito, cheque especial ou pior, para o agiota.

É preciso muita determinação para começar e manter este planejamento ativo, escrevo com autoridade sobre o assunto, pois, há 14 anos atrás aconteceu a minha última utilização de cheque especial e este planejamento me proporcionou num primeiro momento não pagar juros a mais ninguem, depois, a fazer uma economia em fundos de investimentos, até conseguir comprar minha casa e ter uma vida regrada sempre tendo, como despesas fixas, no máximo 70% de meu salário.

O seu tempo pode ser maior ou menor do que o meu para atingir este objetivo, o que não pode ser diferente é a determinação, pense que pagamento de juros é o dinheiro mais mal gasto que você pode ter, pois ele não se materializa, você não compra juros, você simplesmente paga juros, por isso seus maiores inimigos para acertar estas contas são: Cheque especial, Crediário e Cartão de Crédito, mais conhecidos como a Malditíssima Trindade.

 

permalink

Consumidores nossos de cada dia  escrito em sábado 20 dezembro 2008 18:40

Todo final de ano é comum a convocação que os lojistas fazem aos seus devedores para comparecerem ás lojas e pagarem seus débitos feitos no ano anterior com um "generoso" desconto de juros. Alguns até condicionam esta benesse a uma nova compra, o que chega a ser hilário, em outras palavras seria dizer o seguinte: ... " compre agora e volte no final do ano para pagar sua dívida com um razoável desconto nos juros e multas".

Porém, é esta atitude que movimenta uma boa parte do nosso mercado de consumo, alguns chegam até a pensar que esta estratégia é usada para as classes D e E, mas, aí é que se enganam, em sua grande maioria, as classes D e E são as melhores pagadoras, salvo um incidente de percurso como perda de emprego, doença, etc... Esta estratégia quase sempre é direcionada á classe B e C, e não sei como eles conseguem passar o ano todo sem acesso ao crédito esperando os apelos dos lojistas no final de ano.

Outra curiosidade é a complacência dos orgãos reguladores das propagandas e comerciais de TV que aceitam as letras miúdas, que, se já são difíceis de serem decifradas com os encartes nas mãos, imagina quando passam em poucos frames nos comerciais televisivos.

Não sei se já perceberam a estratégia do: "á vista 190,00 ou em 12 de R$ 19,00", claro que se o consumidor sabe ao menos somar, perceberá que está pagando juros, porém o que irrita nestas estratégias é o sinismo de achar que está sendo claro, com aquelas letrinhas miúdas.

Comente...

 

permalink

Qual o meu risco quando aplico em um fundo de investimentos?  escrito em sábado 20 dezembro 2008 17:49

Desde que esta última crise financeira começou, foi muito comum ver clientes, que possuiam investimentos nos bancos, passarem a se preocupar querendo saber que riscos estavam correndo junto aos seus bancos. E foi muito comum ver clientes que estavam em posições bastante conservadoras, do ponto de vista de risco, resgatarem de seus fundos de investimentos e buscarem a "solidez" da Poupança.

Sinto muito em informar que quem tomou esta decisão e tinha acima de R$ 60M aplicados, deu o chamado "tiro no pé". É claro que aqui no Brasil a maior parte dos nossos bancos está em boa saúde financeira e aqueles que estavam enfraquecidos foram rápidos em buscar ajuda para evitar que esta hecatombe, que atingiu a maior parte do mundo, não ricocheteasse por aqui.

Mas, voltando ao "tiro no pé" a questão é a seguinte: existe uma instituição, que é patrocinada pelas próprias instituições financeiras, denominada FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITOS, que tem por objetivo proteger os investimentos dos clientes diretamente ligados ao risco da instituição, até ao valor máximo de R$ 60M por CPF e por instituição liquidada, e promover a estabilidade financeira.

Exemplo de produtos de investimentos protegidos pelo FGC: Poupança, CDBs, RDBs, Letras de Câmbio, Letras de Crédito Imobiliário, Letras Imobiliárias, Letras Hipotecárias e saldo em conta corrente. Mas vale salientar que o valor total protegido por cliente (CPF) é de R$ 60M.

Por isso, se o indivíduo possuía R$ 100M em um fundo de investimento e para se proteger correu para a poupança, buscou proteção para apenas R$ 60M, pois os fundos de investimentos dos bancos não se confundem com o seu caixa, ou seja, o risco que o cliente possui está diretamente ligado a composição da carteira deste fundo. Todo fundo de investimento tem um regulamento que precisa ser aprovado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e que são fiscalizados também pela ANBID (Associação Nacional dos Bancos de Investimentos), e os gestores não podem fazer nada diferente do que aquilo que está previsto no regulamento, sob pena de multas milionárias e até de perderem a concessão para atuar no país.

Por isso, se você antecipou o pagamento do IR de seus fundos de investimentos para se proteger sob as "asas" da Poupança e você possuía mais de R$ 60M, repense sua atitude, além do mais, ao longo dos anos, os fundos de investimentos conservadores e moderados, mesmo com taxa de administração e IR, rendem por anos cerca de 30% a mais que a Poupança.

Dúvidas??? Comente conosco.

 

permalink
|

Abrir a barra
Fechar a barra

Precisa estar conectado para enviar uma mensagem para mundofinanceiro

Precisa estar conectado para adicionar mundofinanceiro para os seus amigos

 
Criar um blog